domingo, 15 de julho de 2007

Minha família, minha futura banda

Quando eu era criança e ouvia minha mãe tocar, eu ficava louca pra aprender, mas ela não tinha paciência em me ensinar. Passei a prestar muita atenção nos dedos dela no violão, e quando ela se distraía, eu pegava o violão. E foi assim que comecei a tocar, me virando sozinha. Até hoje, quando quero uma nota, a encontro ou invento, mas não tenho noção do que ela significa ou seu nome. Uso o ouvido pra chegar aonde quero. Nunca me imaginei cantando, mas na faculdade, ao me ouvirem cantar, as pessoas se espantavam. Comecei a cantar nos bares com um amigo, fui convidada a cantar numa banda paralela e passei também a cantar jingle(comerciais cantados de rádio). Até que descobri 2 cistos nas minhas cordas vocais, 1 cisto em cada corda. Como minha avó havia falecido de câncer e eu tinha depressão, temi que tais cistos resultassem em câncer. Logo, peitei a cirurgia. Dois meses depois, formei, saí da cidade e, consequentemente, os projetos da banda, jingle e parceria em bares findaram-se. Mudei pra B.H., totalmente frustrada com minha voz. Os cortes resultaram em um buraco, a voz sumia, apresentava soprosidade e não mais conseguia cantar como antes, ilimitadamente nos graves e agudos. Nunca entendi porque Deus havia deixado isso acontecer comigo. Quando conheci Jesus de verdade, e passei a caminhar com ele, fui entendendo que não era pra eu cantar o que antes cantava. Fui predestinada a ser uma levita e cantar as verdades cristãs. Ainda hoje, minha voz me deixa insegura, pois não mais obedece meus comandos, mas tenho fé que no momento certo, o momento de Deus, meu Pai curará todas as feridas com o toque de sua perfeição. Sei que meu Pai tem muito pra mim, pois ele me satura de projetos, mas não tenho como concretizá-los ainda. Mas no tempo dele, liberará minhas bênçãos. E o mais legal é que meus filhos parecem me acompanhar. Se Deus quiser, estaremos, no futuro, todos nós 3 trabalhando juntos nestes projetos que não são só meus, mas que Deus confiou em minhas mãos a honra de concretizá-los.
Ailce Kênia

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