sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Musicoterapia

A musicoterapia é uma das poucas formas prazerosas de aliviar sintomas como estresse, ajudar crianças com problemas de aprendizagem e, até mesmo, a amenizar os sintomas de doenças incuráveis como o Alzheimer. Tudo isso por meio de conhecimentos de medicina, artes, psicologia e filosofia.
Centro Benenzon: estímulos sonoros
Pandeiros, chocalhos, tambores, pianos artesanais, caixas de madeira, violão, flautas, canções, canto, estalo de dedos, palmas e outros "barulhos" feitos com o próprio corpo. Os musicoterapeutas estimulam seus pacientes a utilizarem esses instrumentos como forma de expressão. Enquanto isso, o comportamento corporal e a forma como a pessoa constrói as sonoridades são analisados. Não é necessário ter noção musical e pouco importa qual o tipo de problema psicológico ou físico que você apresenta.
Musicoterapeuta do Centro Benenzon Brasil, Wanderley Alves Junior explica que todos os seres humanos têm um histórico sonoro-musical, que começa a se formar lá no útero das mães. Dos batimentos cardíacos e ruídos causados pelo movimento dos órgãos da progenitora às nossas músicas favoritas de agora. "O trabalho do terapeuta musical consiste em descobrir esse histórico e utilizá-lo como ferramenta para estabelecer um vínculo terapêutico com a pessoa que necessita de ajuda", conclui.

Assim como com autistas, os portadores de Alzheimer (doença caracterizada pela perda constante da memória) não são curados por esse tipo de terapia. O que existe é retardar ou atenuar os sintomas mais alarmantes. "O processo musicoterapêutico auxilia na qualidade de vida do paciente, pois atua em aspectos como memória (mesmo que por pouco tempo, pois o paciente mantém vínculos com o real por meio de músicas), expressão, comunicação (por meio do não-verbal) e sociabilidade (melhora da relação com familiares e cuidadores)", conta Luisiana Passarini, que atende pessoas com essa patologia no Centro Benenzon.
Além dos exemplos citados, essa terapia alternativa é indicada em casos de transtornos alimentares, distúrbio de comportamento e de linguagem, para promover o auto-conhecimento, recuperação de auto-estima, deficiências mentais como Síndrome de Down, idosos com mal de Parkinson, coma, dependência química, gestação e pós-parto, dificuldade em lidar com o envelhecimento e variadas doenças psíquicas.
"A música e o prazer são os únicos estímulos que percorrem os mesmos caminhos cerebrais da dor. Assim, pacientes com sensação de dor elevada se beneficiam deste tratamento que, em muitos casos, diminui a necessidade do uso de medicamentos
".
Gisele Célia Furusava, musicoterapeuta.
Fonte: Guia da semana